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Nossa frota é uma das mais
modernas do país. O clube está equipado com planadores de última
geração, fabricados em fibra de vidro e são, em sua grande maioria,
importados. Veja a seguir a história sobre cada aeronave de nossa frota.
por Marcelo
Torretta.
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SZD-50-3 Puchacz.
A
Polônia fabrica bons planadores desde a década de 30. O SZD-50 Puchacz
voou pela primeira vez em 1976, tendo sido concebido para instrução
avançada e “cross country”. É um biplace resistente, elegante em fibra e
fácil de voar. O plexi, que cobre os dois assentos em tandem, é uma peça
única que permite ótima visibilidade para os dois ocupantes. A cabine é
espaçosa principalmente no assento traseiro. Conta ainda com cinto de
segurança de cinco pontos e o planador tem |
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freios aerodinâmicos
extremamente eficientes.
Um detalhe que deixa
os passageiros muito curiosos: tem toalete a bordo nos dois assentos.
Voando a 89 km/h tem planeio de 1:30 e o peso máximo de decolagem é de
570 kg.
Construído pela
PZL-Bielsko, é considerado um dos melhores biplaces disponíveis para
instrução. Foram construídos cerca de 300 unidades, tendo sido exportado
para inúmeros países. No Brasil voam nove segundo o RAB Registro
Aeronáutico Brasileiro). |
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PW-5 Smyk.
A
procura incessante pelo melhor desempenho e quebra de recordes por
um lado leva ao desenvolvimento do próprio esporte, mas por outro
eleva consideravelmente o preço dos equipamentos para competição. A
conseqüência mais visível é o afastamento de praticantes do vôo a
vela pelo encarecimento dos planadores.
Uma alternativa
inteligente aplicada em campeonatos nacionais para
nivelar pilotos com máquinas modernas |
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diante de outros
com aeronaves mais antigas é a aplicação de handicap, um modelo
matemático que considera o desempenho de cada máquina no dia de
prova e que nivela a pontuação de maneira que se conheça qual
é o melhor piloto. Essa metodologia, no entanto, sempre gera
conflitos e dúvidas.
Outra saída para nivelar os pilotos é a disputa de provas
com equipamento padrão. Se todos voam nas mesmas condições
atmosféricas em equipamento exatamente igual, vencerá o piloto mais
habilidoso. Esse conceito foi criado já nos anos 30 com a abertura
de um concurso para escolha de uma aeronave com 15 metros de
envergadura que permitisse a competição já na Olimpíada de 1940 que
ocorreria em Helsink, Finlândia. O escolhido foi o DFS Olympia
projetado em 1939, veio a II Guerra e o resto todos já sabem.
Mas o problema persistia com planadores cada vez mais
sofisticados e caros. Por volta de 1990 a idéia foi
retomada com especificações para um concurso aberto que tivesse o
objetivo de escolher um planador do que se convencionou denominar de
Classe Mundial.
Com desenho moderno e custo FOB por volta de USD16.000,00,
o vencedor foi o planador PW-5, projetado na Universidade de
Varsóvia. Construído pela PZL-Swidnik, o protótipo voou em 1992 e a
primeira aeronave saiu das linhas de produção em 1993.
O PW-5 tem ótima ergonomia com posição de pilotagem
extremamente confortável. Os controles não exigem muitos movimentos
para surtir efeito. A aeronave pesa 190 kg vazia e é
de fácil montagem e desmontagem. Tem planeio de 1:32 voando a
88km/h. Sua vida útil é estimada em 9.000 horas.
Foram importadas sete unidades, sendo uma em 1997 e as
demais em um único lote em 1998. |
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KW-1 II
Quero-Quero.
Sorte do Brasil o Kuno Widmaier ter vindo para cá após a II Guerra
Mundial. Voando no Aeroclube de Novo Hamburgo e com suporte dos
volovelistas de lá, ele projetou o que ficou conhecido como o KW-1
Quero-Quero. Feito o protótipo e após as demonstrações de praxe em
campeonatos nacionais e regionais, a Indústria Paranaense de
Estruturas (IPE) comprou os direitos sobre o projeto e desenvolveu a
versão de produção KW-1 II com algumas modificações,
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uma das quais o
aumento do espaço da cabine. O Widmaier não era exatamente um alemão
alto.
O DAC acabou
aceitando comprar e distribuir a aeronave para os aeroclubes de
vôo a vela pelo Brasil afora e
153 planadores de todas as versões acabaram sendo construídos.
Para quem fez vôos prolongados em Grunau e Neivão, o
Quero-Quero é luxuoso apesar de ter instrumentos básicos: altímetro,
velocímetro, variômetro e bússola. É razoavelmente confortável com
ajustes de pedal, ventilação interna e assento mais anatômico, sobe
bem em térmicas, tem planeio de 1:28 a 73 km/h. O trem de
pouso sem amortecedores é fixo e a asa é desmontada em três secções.
Aeronaves de madeira não são sinônimo de ultrapassadas. Ao
contrário de planadores em fibra e metal com ciclo de vida restritos
a 6000 horas, como no caso do Puchacz, a madeira não tem esse tipo
de limitação. Se for bem cuidada depois de submetida à água ou
umidade, dura décadas sem custos adicionais.
O Quer-Quero só exige atenção em pousos duros em arados,
pois o cone de cauda pode sofrer avarias.
Recebendo manutenções preventivas e corretivas nas mãos de
oficinas qualificadas, ele ainda estará voando daqui a cinqüenta
anos. |
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SZD-48-1 Jantar
Standard 2.
Foi o primeiro
planador polonês inteiramente em fibra de vidro, com desenho básico
muito parecido entre as diversas versões (SZD-38, SZD-41, SZD-42,
SZD-48): monoposto, trem retrátil, variando entre os modelos a
envergadura, existência ou não de flaps e outros detalhes.
A série que foi importada e equipa vários aeroclubes é o
SZD-48 Jantar Standard 2 com 15 metros de asa,
cauda em “T”, planeio de 1:38 a 120 km/h,
lastro de água de até
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150 litros em dois tanques nas asas e peso máximo de
decolagem de 540 kg.É um planador de competição, tendo participado de vários
campeonatos mundiais. Foram construídos 700 exemplares, existindo
quarenta e oito registradas no Brasil. |
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