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Fiquei sabendo da teoria hexágono de
formações de núvens em 1992. Isto me ajudou muito a entender o
céu(condição) e melhorar meu XC significativamente. Eu escrevi um
texto nesta coluna naquela época. Desde então, eu considero esta
teoria quando observando as formações de núvens. Recentemente eu
estava num vôo (comercial/ passageiros) sobre o Colorado, EUA,
quando pude visualizar algumas ótimas formações de núvens de acordo
com a teoria hexágono e não resisti a tirar algumas fotos.
A CONCLUSÃO DO SAHARA
Vou começar explicando a teoria do hexágono do início. Nos anos 80,
havia um grupo de meteorologistas franceses que foram ao Sahara para
estudar como as núvens se formam numa região sem fontes de térmicas.
O deserto que eles estudaram era coberto com pequenas dunas de areia
e não havia qualquer outro recurso significante. A areia era de cor
uniforme e não haviam montanhas ou morros para formar ou disparar
termais. Quando a atmosfera estava instável as térmicas continuavam
subindo(formando) da forma como se esperava, mas eles tiveram
algumas outras conclusões interessantes. Eles concluíram que, em
condições de vento zero, as térmicas se formam nas bordas de
áreas(formato) hexagonais. Estes hexágonos possuem um formato
regular e comprimento de cada lado de 6km.
CÉLULA DE CIRCULAÇÃO
Imagine uma grande panela com água fervendo em um fogão. À medida
que a água ferver, irão se formar bolhas que sobem da mesma forma
que as térmicas sobem pela atmosfera e estas bolhas irão subir em
algumas áreas e a água irá, também, fluir para baixo, para o fundo
da panela, em outras áreas, formando, assim, células de água que
circulam. O tamanho destas células numa panela é, claro, somente de
alguns centímetros, mas, na atmosfera, ocorre uma situação
semelhante numa escala muito maior. O tamanho exato dos lados do
hexágono vai claramente variar de acordo com a densidade e
viscosidade do ar. A altura da base das núvens e a força das
térmicas serão, também, fatores importantes, mas dá para entender o
princípio(fundamento).
EFEITO DO VENTO
Aqui vai a parte interessante. Quando há vento, a teoria diz que
dois lados do hexágono(de núvens) irão, automaticamente, alinhar-se
com a direção do vento e estes dois lados se tornarão mais
longos(compridos). Quanto mais forte o vento, mais longos(compridos)
serão estes dois lados. Os outros quatro lados do hexágono irão
continuar com 6km. Estes lados longos do hexágono são, obviamente,
os 'cloudstreets' (caminho de núvens).
IMPLICAÇÕES PARA OS PILOTOS
Isto tem importantes implicações para pilotos voando em 'cloudstreets'
sobre áreas planas. Primeiramente, isto significa que os 'cloudstreets'
não são intermináveis e sim têm um tamanho limitado e se
ajustam(posicionam) juntos em uma fôrma de formato hexagonal
alondado. Depois, isto significa que se você está voando com vento
de cauda(a favor do vento) e chega ao final do seu 'cloudstreet',
você não deveria continuar voando diretamente a favor do vento
buscando ascendência. A teoria sugere que você deveria virar uns 60o
fora do vôo com vento de cauda e voar com vento de través por
aproximadamente 6km, onde(quando) você deveria encontrar o início do
próximo 'cloudstreet', se tudo estiver indo(acontecendo) de acordo
com a teoria.
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