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BURACOS AZUIS
A teoria do hexágono também explica porque temos "buracos azuis".
Eles são, simplesmente, o meio dos hexágonos. Eu costumava pensar
que se voasse para dentro de uma área de céu azul, onde o sol batia
no solo com intensidade, então inevitavelmente seria recompensado
com uma boa térmica. Eu logo descobri que esta idéia não funcionava
bem e terminei muitas vezes no chão olhando a condição maravilhosa
na diração do vento por causa de um pouso prematuro. A teoria do
hexágono diz que o ar está fluindo para baixo nestes "buracos azuis"
e, então, mesmo com o sol batendo no solo, não dá para
superar(vencer) o fluxo descendente de ar.
MONTANHAS
É importante entender que a teoria do hexágono deve ser aplicada
somente sobre áreas planas. Montanhas são fontes térmicas tão fortes
que destroem(inviabilizam) a aplicação da teoria, mas, o que eu acho
interessante é que esta teoria explica porque algumas fontes
térmicas funcionam e outras podem não funcionar. Se você tem duas
fontes térmicas de mesma intensidade(força) então aquela que se
alinha com o formato hexagonal é provavelmente a que irá funcionar e
a que está no "buraco azul" não irá funcionar, mesmo
pensando(achando) que ela está ótima.
COMO VOAR NO AZUL
Sair para voar no azul tem tudo a ver
com confiança. Muitos de nós pilotos de planador nos sentimos
felizes em voar grandes distâncias em navegações sob as nuvens, mas
basta que as marcações brancas e vaporosas sejam removidas do céu e
muitos pilotos subitamente ficam nervosos.
Isto não precisa ser assim. Voar no azul é divertido e se encarado
corretamente, relativamente fácil.
Eu descobri na década de 80, que muitos pilotos em meu clube (Keevil
naquele tempo) ficavam extremamente relutantes em sair para navegar
com céu azul. Isso acontecia também comigo. Como queria melhorar a
qualidade do meu vôo, eu tinha que dominar todas as formas de voar e
não apenas quando havia cúmulus, e isso requeria compreender as
condições de voar com térmicas secas
Só porque não existem nuvens, isso não quer dizer que não existam
térmicas. Você alguma vez já saiu de bicicleta antes de ir aguardar
horas no aeródromo embaixo de chuva? Você se lembra como em alguns
locais havia trechos quentes e abafados enquanto em outros havia
frio (assumindo que você não estivesse com vento de frente)?
Eu chamo esse trechos de pontos quentes e de pontos frios. Alguns
deles têm quase uma milha.
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