A Teoria do Hexagono - "Bruce Goldschmidt"

BURACOS AZUIS
A teoria do hexágono também explica porque temos "buracos azuis". Eles são, simplesmente, o meio dos hexágonos. Eu costumava pensar que se voasse para dentro de uma área de céu azul, onde o sol batia no solo com intensidade, então inevitavelmente seria recompensado com uma boa térmica. Eu logo descobri que esta idéia não funcionava bem e terminei muitas vezes no chão olhando a condição maravilhosa na diração do vento por causa de um pouso prematuro. A teoria do hexágono diz que o ar está fluindo para baixo nestes "buracos azuis" e, então, mesmo com o sol batendo no solo, não dá para superar(vencer) o fluxo descendente de ar.

 

MONTANHAS
É importante entender que a teoria do hexágono deve ser aplicada somente sobre áreas planas. Montanhas são fontes térmicas tão fortes que destroem(inviabilizam) a aplicação da teoria, mas, o que eu acho interessante é que esta teoria explica porque algumas fontes térmicas funcionam e outras podem não funcionar. Se você tem duas fontes térmicas de mesma intensidade(força) então aquela que se alinha com o formato hexagonal é provavelmente a que irá funcionar e a que está no "buraco azul" não irá funcionar, mesmo pensando(achando) que ela está ótima.

 

COMO VOAR NO AZUL

Sair para voar no azul tem tudo a ver com confiança. Muitos de nós pilotos de planador nos sentimos felizes em voar grandes distâncias em navegações sob as nuvens, mas basta que as marcações brancas e vaporosas sejam removidas do céu e muitos pilotos subitamente ficam nervosos.

Isto não precisa ser assim. Voar no azul é divertido e se encarado corretamente, relativamente fácil.

Eu descobri na década de 80, que muitos pilotos em meu clube (Keevil naquele tempo) ficavam extremamente relutantes em sair para navegar com céu azul. Isso acontecia também comigo. Como queria melhorar a qualidade do meu vôo, eu tinha que dominar todas as formas de voar e não apenas quando havia cúmulus, e isso requeria compreender as condições de voar com térmicas secas

Só porque não existem nuvens, isso não quer dizer que não existam térmicas. Você alguma vez já saiu de bicicleta antes de ir aguardar horas no aeródromo embaixo de chuva? Você se lembra como em alguns locais havia trechos quentes e abafados enquanto em outros havia frio (assumindo que você não estivesse com vento de frente)?

Eu chamo esse trechos de pontos quentes e de pontos frios. Alguns deles têm quase uma milha.

 

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