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Introdução.
A pretensão deste documento não é
contar a história do vôo à vela mundial, pois existem livros em
inglês e alemão muito interessantes que fazem isso com
competência, e tão pouco contar a história do esporte no Brasil.
Este ainda está para ser escrito.
O objetivo é bem mais humilde:
contar a trajetória do Aeroclube Politécnico de Planadores nos
últimos 70 anos e situá-la no contexto geral.
Afina de contas, por que
“Politécnico”? É verdade que já se voou na Cidade Universitária?
O Grunauzinho que voava no aeroclube e hoje está no museu da TAM
é o da Hanna Reitsch? Quem foi essa mulher?
O Começo.
Toda vez que alguém começa falando
da história do vôo cita Ícaro, Santos Dumont e seus
contemporâneos. Como aqui vai se falar de vôos sem motor, vamos
ao que interessa.
Otto Lilienthal foi um pioneiro da
aviação e pode-se dizer que foi com ele que o vôo à vela
começou. Pequenas multidões já eram atraídas aos locais de
exibição.
A teoria do vôo existia há muito
tempo e vários entusiastas tentaram colocá-la em prática. O
sucesso veio com esse alemão na última década do século XIX. A
aeronave tinha asas que pareciam de um pássaro, mas permitia ao
piloto um vôo controlado morro abaixo. Os conhecimentos obtidos
foram mais tarde utilizados pelos irmãos Wright.
O vôo à vela era uma simples
curiosidade em virtude da precariedade dos planadores. |
A aviação motorizada, que surgiria
logo mais, já vislumbrava o cruzamento de oceanos em vôos de
carga e passageiros. As pessoas teriam na garagem do futuro,
além do carro, um dirigível ou avião.

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Otto
Lilienthal voando morro abaixo. |
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Capítulo I
Décadas de 20 e 30.
A aviação do mais pesado que o
ar nasceu no início do século XX e causou um impacto que
reflete nos dias atuais. Poucos anos depois dos primeiros
vôos movidos a motor, estoura a primeira guerra com
utilização tímida de aviões. Essa realidade muda
rapidamente: de inocentes observadores do campo de batalha
os pilotos militares passam a portar pistolas e |
rifles, depois bombas e
metralhadoras. Acabado o conflito e mediante a constatação
do poder destruidor da nova arma, o Tratado de Versalles
limita severamente aviões na Alemanha.
Este fato impulsionou o vôo à
vela por lá. “Se não podemos voar com motores, voaremos sem
eles!” era a palavra de ordem e o patriotismo deu uma força
adicional. |
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