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Capítulo V
Década de 50
Em 1950 a Neiva constrói o
primeiro planador biplace de instrução Neiva B – Monitor,
carinhosamente apelidado de Neivão, e que seria adquirido em
lote de vinte pelo Ministério da Aeronáutica para distribuição,
sem instrumentos, aos aeroclubes brasileiros.
Logo em seguida são importados 80
aviões PA-18 da Piper americana, seguido anos mais tarde pela
encomenda de 260 Paulistinhas P-56 da Neiva. Com o fim da
Segunda Guerra e o início da Guerra Fria, passa a ser
estratégica a existência de uma reserva de pilotos civis prontos
para uma possível convocação e os aeroclubes recebem aeronaves e
gasolina subsidiadas.
Com a parceria com o IPT e apoio
do governo federal, a frota do CPP cresce. Já voavam então o
Rhönbussard “Urubu”, três Grunau-Baby II, Göppingen 1 Wolf,
Olympia Meise, Kranich, dois Neiva-B Monitor, Bichinho IPT-0B, o
Caboré IPT-12, Marreco IPT-14, o avião Surubim IPT-16, planador
Laminar IPT-17, rebocadores Stearman BT-76, PA-18, Waco CSO e
Paulistinha CAP-4.
Em 1954 começam os campeonatos
brasileiros e é criada em reunião no CTA (Centro Técnico de
Aeronáutica) a Federação |

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O esporte tem
algumas tradições: primeiro vôo solo tem direito a banho.
Não tem óleo queimado como nos aviões, mas pode ter algo
mais do que simplesmente água. |
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Brasileira de Vôo à Vela (FBVV).
O esporte se organiza e é reconhecido pelo DAC!
Os dias de mau tempo no
Butantã eram aproveitados para cortar a grama da pista, a
realização de manutenção do equipamento de vôo, sucedidos
por noites de pizza, chopadas e muita conversa pelos
restaurantes de São Paulo, eventualmente com a |
projeção de filmes europeus
sobre vôo à vela. Nessas conversas começa a tomar forma a
idéia de um curso completo de projetista de aeronaves com
aulas sobre aerodinâmica, resistência estrutural, projeto em
si e caso prático. Logo se percebeu que a maioria dos alunos
e pilotos não possuía conhecimento técnico para acompanhar
as aulas ministradas pelo engenheiro do IPT Sylvio de
Oliveira. |
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