Expedição Alemã à América do Sul - por: Marcelo Torretta

1. Introdução

 

Nos anos anteriores à expedição houve muita experimentação: planadores improvisados com partes de aviões, uns biplanos com asas superiores e inferiores, outros com asas anteriores e posteriores, com rodas ou patins, pilotos totalmente expostos ao tempo, ou só com a cabeça de fora ou ainda “embutidos” na fuselagem e tendo visão através de buracos laterais, o nascimento do barógrafo, variômetro, etc.

 

Os anos 20 e começo dos anos 30 foram de grande experimentação com o teste de diversas configurações de planadores. Peyret Tandem, de desenho incomum, decola.

Com isso o vôo à vela que pisou em terras brasileiras estava razoavelmente maduro, ou seja, as aeronaves já tinham definidas a aparência que hoje conhecemos e as técnicas de vôo no geral não seriam estranhas para quem voasse nos dias de hoje.

 

Fizeram inúmeros vôos de distância e de altura por aqui, demonstrações para o público, pousos fora, quebras de recordes mundiais, tudo sem acidentes. As melhores máquinas disponíveis eram pilotadas pela elite, os mesmos indivíduos que tinham levado o esporte a progredir muito desde o final da Primeira Guerra Mundial.

 

Nos próximos capítulos serão abordados detalhes que permitirão que se tenha uma visão mais precisa do que realmente significou a vinda deste pequeno grupo para a América do Sul no longínquo ano de 1934, afinal já se passaram mais de 70 anos.

 

> Capítulo II - Ago/2006

< VOLTAR                                                                                                       PRÓXIMA >